A Justiça de Suzano, a 52 km de São Paulo, decretou, na tarde desta quarta-feira, a prisão temporária de um motorista que atirou e matou o condutor de uma Brasília porque este teria derrubado o espelho retrovisor de seu veículo num choque em uma estrada vicinal na noite de domingo. Segundo a Polícia Civil, o autor dos disparos mora na capital e é funcionário do metrô.

O acidente entre os dois veículos aconteceu por volta das 22h30, numa estrada de terra batida com muitos buracos. Para desviar de um deles, o motorista da Brasília invadiu a pista contrária e o veículo que trafegava no sentido oposto não parou. Os espelhos retrovisores se tocaram e caíram. Conforme o relato da família do condutor da Brasília, eles não pararam e o motorista do outro carro deu meia-volta e passou a persegui-los, atirando.

Na Brasília, além do condutor e da mulher, viajavam cinco filhos, duas meninas e três garotos, com idades entre 9 e 16 anos. Um dos tiros atingiu o menino de 14 anos, que avisou o pai que havia sido baleado.

Os investigadores afirmam que o motorista da Brasília seguiu até a entrada de uma chácara, onde havia iluminação e parou para dar assistência ao garoto. Quando desceu do carro, ele teria dito ao outro condutor, com as mãos para o alto, que um tiro acertou o menino.

Ainda segundo a versão da família, a mulher e uma das filhas imploraram para que o homem, que desceu de um Uno preto, parasse de atirar. "Não atira, hoje é dia dos pais", teria dito a menina. Ele, porém, deu dois tiros no motorista, que morreu no local.

O menino que foi baleado permanece internado na Santa Casa de Suzano. O motorista é considerado foragido pela Justiça.