O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) impetra, nesta quinta-feira (12), um requerimento na Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), pedindo para que se investigue o financiamento da caminhada “Pró-Collor”, que levou tensão ao centro de Maceió – quando ganhou as ruas em disputa com o Ato “Fora Collor”.

De acordo com o coordenador-geral do Movimento, Antônio Fernando dos Santos, as informações que circulavam, nos bastidores, se concretizaram. “Sabíamos que cada pessoa da caminhada recebeu R$ 50 para sair às ruas. Eles vieram em seis ônibus do interior do estado” explica.

Como fundamento para a denúncia, ele utiliza o reconhecimento de dois ativistas – que foram detidos – afirmando que receberam a quantia de R$ 20 para provocar os insultos. “Está mais que provado a caracterização de crime eleitoral. É preciso que a Justiça Eleitoral apure os casos e tome uma posição com rigor”, diz, esperançoso, Antônio Fernando.

O coordenador-geral chama a atenção para o fato de que o assessor do candidato Fernando Collor (PTB), Anderson Xavier, estaria conduzindo a caminhada. “Eu tenho, inclusive, releases assinados por ele divulgando material de campanha do ex-presidente. Eles estão apelando, inclusive querendo queimar a imagem de nós que fazemos o MCCE”, concluiu.

Caminhada infringe legislação eleitoral

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) já se posiciona sobre a infração da Legislação Eleitoral por parte da Caminhada, por não permitir qualquer manifesto de candidato – que seja – a menos de 200 metros de uma instituição pública.