O pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas confirmou hoje decisão tomada pelo juiz Carlos Gouveia que impedia a coligação O povo no governo, do candidato Fernando Collor, de fazer menção ao presidente Lula e à ministra Dilma Roussef (PT) no jingle de campanha.

“O candidato pertence a uma coligação que apóia outro candidato à presidência e não pode associar seu nome ao de Dilma”, disse Marcelo Brabo, advogado da coligação Frente Popular por Alagoas que solicitou a interdição.

Segundo ainda Brabo, a decisão do TRE-AL pode ser aplicada a outras manifestações da coligação, como cartazes, folders e até mesmo gravações.

“Não se trata de censura e sim de cumprir a Lei”, afirmou Marcelo Brabo. Com isso, Collor poderia ficar impedido de citar Lula e Dilma em pronunciamentos.

Os aliados do candidato Fernando Collor de Mello (PTB) confirmaram que a decisão da Justiça, que proíbe a referência de Dilma Rousseff (PT) – na campanha do senador -, foi recebida com tranquilidade pela Chapa. “Afinal, a própria Dilma declarou que o apoio a Collor é bem vindo”, declarou Carlos Mendonça, assessor do ex-presidente.

Em declaração ao Cadaminuto o senador Fernando Collor falou sobre a polêmica do jingle e  explicou:

“Eles tem que entender que a Dilma e o Lula tem dois palanques em Alagoas, isto faz parte do processo democrático e o próprio presidente se disse satisfeito por ter duas candidaturas fortes apoiando seu nome” explicou Collor.

A atual música do senador que circula nas ruas excluiu o nome de Lula e Dilma pela frase. "O povo sabe quem apoia quem"