O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) entra com dois requerimentos junto à Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), nesta quinta-feira (05). O primeiro diz respeito ao volume de campanha de candidatos envolvidos na Operação Taturana: esquema que desviou R$ 300 milhões da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) de Alagoas.
De acordo com o coordenador jurídico do Movimento, Adriano Argolo, a Procuradoria deve ficar atenta a estes casos. “Eu prefiro não citar nomes, para não ser tendencioso. Mas, o que se percebe nas ruas, o volume de campanha, de alguns envolvidos, aparenta ser muito maior do que o declarado no registro de candidatura” pontuou.
O advogado ressalta que é importante procurar as doações e comparar com o volume completo. “Para só então chegar à origem: quem está financiando. Para isso, é preciso comparar valores, doações e o montante, de uma forma geral, para verificar se existe alguma irregularidade”, explicou.
Já o segundo pedido sustenta a necessidade, constatada pelo MCCE, de investigar a relação dos candidatos com donos de cartórios: quando os mesmos não são. “É público e notório esta relação. Mas o pedido se sustenta com base na lei 23.217/10 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), principalmente no que diz respeito ao artigo 15, inciso 13º”, fundamentou Argolo.
Manifesto a favor da 17ª Vara
O Movimento deve entregar um manifesto a favor da 17ª Vara, na próxima segunda-feira (09). A entidade e mais algumas personalidades, da sociedade civil alagoana, devem prestar solidariedade ao grupo de juízes. “Principalmente pela atuação que eles vêm prestando à sociedade alagoana: quando o assunto é impunidade e crime organizado”, concluiu Adriano Argolo.