O candidato ao Governo do Estado, Ronaldo Lessa (PDT), em entrevista ao radialista França Moura, em seu site (www.francamoura.com.br), acusou o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) de conivência com os aumentos concedidos a servidores públicos, no final de sua gestão: comandada por Luís Abílio. O caso foi emblemático por conta da determinação ter durado só seis dias. Os reajustes geraram o Decreto 3.555, no qual suspendeu a determinação e desencadeou uma série de greves, no começo da gestão tucana.

“Toda ação de Abílio, neste sentido, foi tomada juntamente com Vilela. Eu o alertei sobre isso. Era preciso a participação do próximo gestor, do Estado, para aprovar tal ação. Não adianta assumir um compromisso, se o próximo Governador não concordar”, declarou Lessa. O candidato classificou tal postura como ‘nefasta e nociva’ politicamente.

Esta declaração sucumbe os sonhos dos mais otimistas, que apostavam em uma possível aliança entre os dois: no segundo turno. “Acredito que se vamos tentar uma aliança será com Mário Agra (PSOL). No segundo turno, eu quero o PSOL ao meu lado”, dispara.

No mesmo sentido, o ex-governador declara, abertamente, que prefere debater com Fernando Collor (PTB) a Téo Vilela. “Os dois são cobras criadas. Pessoas que têm bagagem. Acredito que o debate com Collor será melhor pela distância entre as gestões, mesmo sendo mais fácil para a população comparar a minha gestão com a do atual governador”, pontuou.

Neste sentido, Ronaldo Lessa demonstra confiança no julgamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A ação proposta pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) com base na Lei 135/10 – Ficha Limpa – propõe a impugnação de sua candidatura. “Eu tenho a convicção que o meu caso é diferente. Já tiveram casos parecidos, espalhados pelo país, que os candidatos foram considerados elegíveis”, explica.

O candidato aposta em uma vitória, mesmo com um saldo desfavorável à sua causa. “Mesmo com o retrospecto dos julgamentos, não posso classificar como ‘Caça às Bruxas’. O meu último julgamento certamente foi político. Mas, desta vez, acredito no discernimento dos juízes”, despistou.

Excesso de processos

Ao ser indagado, por França Moura, sobre o excesso de processos movidos por seus advogados - contra veículos de comunicação de Alagoas -, Ronaldo Lessa defendeu o seu direito. “Eu tenho direito a acionar a Justiça toda vez que me sentir ofendido”, disparou.

Ele citou o caso do jornal semanal Extra, no qual exigiu a retirada completa de uma edição das bancas, e o grande volume de ações contra o portal Cada Minuto. “No caso do Extra, eles estavam abordando assuntos, relacionados à minha pessoa, irresponsavelmente. Se eles tivessem feito uma acusação séria”, conclui o candidato.