Representantes da sociedade civil organizada e do poder público participam I Fórum de Discussão e Proposição de Ações de Combate às Drogas e à Violência, que acontece nesta quinta-feira (5) em Arapiraca. Oficiais da Polícia Militar apresentaram medidas já em execução na localidade que conduzem a instituição à prática de projetos sociais e de uma polícia cidadã. A participação da família também surgiu como fundamental à recuperação de dependentes químicos.
“Nós estamos com o projeto pioneiro, o Pelotão Mirim, que trabalha com 30 crianças de comunidades carentes com aulas de cidadania, primeiro socorros, atividades físicas. No bairro Primavera já há um posto de polícia comunitária instalado, ação que deve ser ampliada na cidade e que contribui para afastar as crianças e os jovens das drogas”, ressaltou o tenente Johnatan Barbosa, do 3º Batalhão de Polícia Militar de Arapiraca (BPM).
A apresentação do tenente do 3º BPM foi reforçada pelo diretor de políticas públicas da Secretaria de Defesa Social, Romildo Albuquerque, convidado ao evento organizado pela Secretaria de Saúde de Arapiraca. Ele também enfatizou a importância do envolvimento de toda a sociedade no combate às drogas e violência e da realização do fórum na busca de soluções.
Já a secretária municipal de Saúde, Aurélia Fernandes, lembrou das políticas públicas executadas em parceria entre os governos federal, estadual e municipal para o tratamento de fumantes e dependentes do álcool. Ela reforçou a necessidade da ampliação de ações neste sentido, que incluam a recuperação de dependentes químicos.
A participação da família também foi considerada fundamental nas questões, principalmente no combate ao uso de drogas. Para a psicóloga Maria das Graças Fragoso, a criança começa a fazer associação com as drogas ainda em casa, quando os pais tomam atitudes relacionadas ao prazer da bebida, por exemplo, em detrimento ao trabalho.
“Droga é uma coisa boa, o problema são suas consequências”, ressaltou a psicóloga. Ela defendeu o envolvimento e a atenção dos pais para ações do dia a dia, que podem indicar o uso de drogas por crianças e adolescentes. “A Organização Mundial de Saúde reconhece a dependência química como doença, por isso também a necessidade de tratamento com profissional”, destacou.