Preventivamente suspensos pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), o técnico Emerson Leão, o atacante Rafael Moura e o meia Romerito serão julgados na próxima terça-feira, em virtude da confusão com jornalistas no gramado do Barradão, após o empate contra o Vitória, pelo Campeonato Brasileiro.

Inicialmente marcado para a última quarta-feira, o julgamento acabou adiado, já que o clube goiano não foi notificado a tempo. Na ocasião, o presidente do STJD, Rubens Approbato Machado, aceitou o pedido da procuradoria e suspendeu preventivamente os envolvidos por 30 dias.

Leão foi enquadrado em seis artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva e, caso seja punido com a pena máxima em todos eles, será suspenso por 840 dias e mais 31 partidas. A punição mais severa seria pelo artigo 243-D, por "incitar publicamente o ódio ou a violência", que prevê pena de 360 a 720 dias de suspensão.

Denunciado em cinco artigos, Rafael Moura pode ser punido por até 840 dias e mais 28 jogos. Já Romerito, que foi defendido pelo técnico e não teve o nome citado pela súmula do árbitro Péricles Bassols foi enquadrado em três artigos e pode levar um gancho de até 120 dias e mais 16 partidas.

A confusão teve início ao término do confronto entre Vitória e Goiás. Jogadores e técnico dirigiram-se ao trio de arbitragem para reclamar do lance que originou o gol de empate dos baianos e foram cercados por jornalistas. Em meio ao tumulto, Leão acabou se desentendendo com o radialista Roque Santos, da Rádio Metrópole, causando uma briga generalizada que culminou numa agressão de Rafael Moura ao repórter.