Com o registro da primeira pesquisa feita para as eleições em Alagoas pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino (IBRAPE), o CadaMinuto entrou em contato com os representantes de cada chapa, para saber as suas impressões sobre o primeiro resultado de intenção de voto. O levantamento aponta o senador Fernando Collor (PTB) com 38% das intenções de voto, contra 26% de Ronaldo Lessa (PDT) e 21% de Teotonio Vilela Filho (PSDB).
De acordo com Carlos Mendonça, assessor de campanha do ex-presidente, a pesquisa é o reflexo do que a chapa tem sentido da sociedade. “Por onde andamos a resposta tem sido esta: extremamente positiva. A proposta vem sendo feita com bastante dificuldade, mas sempre com honradez absoluta, sem tirar vantagem de ninguém”, declarou.
Ele conta que por onde passa vem recebendo elogios. “Seja de autoridades, ou da sociedade civil organizada. Todos enaltecem o trabalho desenvolvido por Collor. Então, não esperamos nada mais do que o resultado apontado na amostragem”, enalteceu Mendonça. Ele acredita que com as pesquisas na mão, resultados concretos, é um passo largo para chegar ao fim da campanha mantendo o altruísmo.
Mesmo encarando que a parcialidade é relativa, “ela aponta uma tendência, mas, em toda a minha vida pública – isso já se vai 50 anos – essas tendências refletem algo quase certeiro: o futuro que vem por aí”, concluiu o assessor de Collor.
PDT: pesquisa aponta estágio inercial
De acordo com a assessoria do PDT, partido de Ronaldo Lessa, a pesquisa flagra apenas um momento, inercial, pois a campanha ainda não começou. “Nós estamos tranquilos. O governador, com a caneta na mão, está lá trás. Quando entrar o guia eleitoral, tudo pode acontecer”, explicou a assessoria do partido.
O grupo do ex-governador acredita que este seja o resultado que vem na contingência do pleito. “É um momento inicial, começo de campanha. Não representa milímetros da trajetória traçada pela Frente”, concluiu a assessoria.
Téo Vilela: ‘prefiro não comentar’
O candidato à reeleição, Teotonio Vilela Filho, respondeu – por meio de sua assessoria – que não comenta pesquisa encomendada por qualquer adversário. “Basta ler os jornais de quatro anos atrás. Nesta mesma época, as pesquisas apontavam uma realidade que não se concretizou ao fim do pleito. Neste sentido, fica evidente que pesquisa não ganha eleição”, declarou o candidato.
