O candidato ao Governo do Estado Ronaldo Lessa (PDT) voltou à sabatina da Federação de Comércio (FECOMÉRCIO) e Serviços, nesta sexta-feira. No discurso, ele defende a implantação de vários vetores para desenvolver o crescimento econômico de Alagoas. Sempre comparando a sua gestão com a do atual governador, ele apontou que o principal erro de sua administração foi ter indicado o atual governador Teotonio Vilela Filho (PSDB).

“O Téo não votou em mim e 1998, ele votou no Mano. Só quando fui eleito, governador, que ele começou a se aproximar mandando alguns recursos. Foi isso que me fez votar nele e escolhê-lo como substituto” explicou o candidato. Lessa justificou que sua escolha só se consolidou porque Vilela e Renan Calheiros (PMDB) não aceitaram apoiar seu vice, na época, Luís Abílio.

O ex-governador diz que se viu numa encruzilhada: apoiar Téo ou escolher entre Lenilda Lima e João Lyra. “Achei que Téo seria a melhor saída”, pontuou. Ao que tudo indica, Ronaldo Lessa se arrependeu da escolha. O candidato criticou a política de relação que o atual governador faz com o nome de seu pai, o Menestrel Teotonio Vilela.

“Eu mantenho uma ótima relação com a sua família, respeito muito o seu pai. Mas acho que ele vem dando cambalhota no túmulo quando vê o que o filho vem fazendo com o estado de Alagoas”, apontou Ronaldo Lessa. O candidato sabatinado trata seu adversário como um ‘estelionatário’ político.

Outros tempos

O ex-governador apontou que a atual gestão vem fazendo muito pouco com os recursos que tem. “Na minha época, eu tinha 1/3 das condições que Alagoas tem hoje”, explicou o candidato. Ele também provocou seu adversário para que ele esclareça o que levou a devolver parte do empréstimo de R$ 1 bilhão contraído: “já que eu não vejo nenhuma obra existente que seja realmente sua”, alfinetou.

Neste sentido, Lessa destacou que desconhece 1 m³ de água sequer que Vilela tenha colocado para o interior do estado. “Nunca se mentiu tanto, em oito anos. Esse governador cascão não tem cuidado do saneamento, nem da água potável para o seu povo”, concluiu o ex-governador.