O governo dos Estados Unidos criticou nesta sexta-feira 17 grandes bancos que concederam "imprudentes" bonificações a seus altos executivos, que somaram US$ 1,6 bilhão entre o final de 2008 e início de 2009, após receberem ajuda pública bilionária para sair da crise econômica no período.
"Há 17 empresas que fizeram durante esse período de cinco meses (...) pagamentos imprudentes", explicou à imprensa Kenneth Feinberg, responsável pelos pagamentos do resgate orquestrado pelo governo, que iniciará a partir de agora a indenização aos afetados pelo vazamento de petróleo no Golfo do México.
Feinberg ressaltou que os citados pagamentos não são ilegais, nem violaram nenhum estatuto ou regra, mas sim refletem mal o critério. Ele pediu que os bancos adotem práticas voluntárias para que pagamentos desse tipo não voltem a acontecer em momentos de crise.
O conhecido como "czar da indenização" divulgou nesta sexta os resultados de uma investigação sobre as práticas de 419 bancos que receberam dinheiro do governo americano durante a recente crise financeira.
A investigação abrange o período prévio à entrada em vigor de restrições sobre o pagamento de bônus em fevereiro de 2009.
O relatório conclui que os citados bancos concederam bônus a seus executivos no valor de US$ 1,7 bilhão entre o final de 2008 e fevereiro de 2009.
Desse total, US$ 1,6 bilhão foram concedidos por 17 grandes bancos do país, entre eles Citigroup, Bank of America e Goldman Sachs.
Feinberg indicou, no entanto, que os pagamentos não são ilegais, porque as restrições às bonificações não entraram em vigor até fevereiro do ano 2009.