A mudança no cálculo do reajuste do salário mínimo, atualmente em R$ 510, foi descartada por Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, durante sabatina do portal R7, realizada na tarde desta quinta-feira (22), em Brasília. Pelas regras atuais, o reajuste é feito com base no PIB (Produto Interno Bruto, a soma das riquezas produzidas pelo país) dos dois últimos anos, mais a inflação acumulada do período.
Durante o bate-papo, Dilma desconversou sobre pelo menos dois temas: a aliança com o ex-presidente Fernando Collor, que disputa o governo de Alagoas, e a composição dos ministérios, em caso de vitória.
Sobre Collor, a petista disse que não é possível governar sozinho, e que todos os aliados seriam bem vindos à coligação, desde que aceitassem os "termos" do PT.
- Esse projeto é aberto para quem quiser nos apoiar. Agora, nos nossos termos.
Já em relação aos ministérios, a petista evitou adiantar se o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci teria lugar garantido em sua gestão, já que ele é um dos coordenadores de sua campanha. Ela, entretanto, descartou a participação em seu governo de José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil que deixou o governo em meio aos escândalos do mensalão, em 2005.
- Eu tenho grande respeito pelo Zé Dirceu, mas ele não está no cerne do meu governo.
