A Imprensa nacional dá como praticamente certa a contratação do técnico Mano Menezes pela CBF para comandar a Seleção Brasileira em substituição ao técnico Dunga. Embora o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, negue o que mais se fala, a probabilidade é enorme. E há motivos de sobras para matar a lebre. Afinal, Sanchez é amigo íntimo do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e por uma dessas coisas do futebol brasileiro, foi ele quem comandou a delegação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da África do Sul.
Se for confirmada a indicação do técnico do Corinthians, fica provado que não há, pelo menos na atual gestão da CBF, critério para a escolha de técnico. São indicações por amizade. Não que Mano Menezes não mereça o cargo. Afinal, já tivemos um técnico que dormia no banco de reservas e que foi o primeiro a ser campeão mundial pelo Brasil, em 1958: Vicente Feola.
Mano é um dos técnicos da nova geração, mas ainda longe – no meu ponto de vista - de agradar ao torcedor brasileiro, que tem como preferência os nomes de Felipão, Murici Ramalho e até do chato Wanderley Luxemburgo.
A provável indicação de Mano Menezes para comandar a Seleção Brasileira faz lembrar a forma como Dunga chegou ao comendo do time que fracassou na África do Sul. Ele foi uma indicação pessoal do empresário Emídio Perondi, de 72 anos, em 2006. Foi ele quem deu, inclusive, o apelido a Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga, e batizou o garoto na igreja, o levou para o Internacional para ser jogador nos anos 80 e colocou na cabeça de Ricardo Teixeira que o ex-volante merecia comandar a Seleção. Foi também padrinho de casamento do ex-técnico da Seleção.
Na época, a tese, defendida entre amigos, familiares e jornalistas, parecia mais uma opinião destemperada após a eliminação vergonhosa do time que tinha Kaká, Adriano, os dois Ronaldos e parecia imbatível. Vinte três dias depois, Dunga foi anunciado como técnico da Seleção Brasileira, mesmo sem nenhuma experiência como treinador.
E é neste mesmo rumo que a CBF caminha para indicar o substituto do arrogante Dunga. Tudo entre amigos. E o resto que se “exploda”.
Caberia, sim, no meu ponto de vista, ser ouvida a torcida brasileira para a indicação daquele que vai ter a responsabilidade de montar o time para a Copa do Mundo de 2014, já que ela vai ciceronear a competição.
E, para não deixar de falar do futebol alagoano, vamos até o nosso Galo da Praia, que acaba de contratar o veterano Márcio Pereira como um dos reforços para o Brasileiro da Série C. E, ao mesmo tempo, ser justos com a diretoria do CSA, que sem alarde montou um time que no momento um dos melhores – mesmo sem estrelas – do Nordeste.