Pedido havia sido feito por advogado que não representa citados em inquérito.
Goleiro é suspeito de envolvimento com o sumiço de Eliza Samudio.
Os três estão presos na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por suspeita de envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio. Todos negam.
O habeas corpus havia sido pedido por um advogado do Pará que não representa nenhuma das partes envolvidas no caso. Segundo a assessoria do STJ, o pedido não cumpria exigências legais. Faltavam procurações e nem mesmo o nome completo do goleiro constava no pedido de habeas corpus. A solicitação do advogado foi baseada em recortes de jornal.
Apesar dos erros, o pedido chegou a tramitar no STJ, porque, segundo a assessoria, nenhuma ação pode deixar de ser analisada.
Ainda de acordo com a assessoria, é comum que em casos de grande repercussão advogados não ligados aos envolvidos nas ações tentem intervir nos processos ou inquéritos em andamento. Nesses casos, o STJ tem por norma evitar a divulgação de pedidos como o feito pelo advogado do Pará.
A Justiça de Minas Gerais já havia negado outros dois pedidos de liberdade para Bruno.
Delegadas afastadas
As delegadas Ana Maria dos Santos e Alessandra Wilke foram afastadas do inquérito policial sobre o desaparecimento de Eliza, segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil de Minas Gerais.
Alessandra, que ocupava a presidência do inquérito, foi afastada do caso em decorrência do vazamento de um vídeo com declarações do goleiro Bruno de Souza, gravado durante a transferência dele do Rio de Janeiro para Minas Gerais, na noite de 8 de julho. O motivo da retirada do nome de Ana Maria dos trabalhos não foi explicado.
No domingo (18), o Fantástico exibiu reportagem na qual o goleiro Bruno diz que não tem envolvimento com o sumiço. Nas imagens, gravadas durante a viagem do Rio para Minas, Bruno ri do relacionamento sexual que teve com a modelo e afirma que ficou chocado com as atitudes tomadas pelo amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão (veja vídeo acima).
As duas delegadas foram para o Rio devido às investigações do desaparecimento de Eliza e acompanharam a viagem de Bruno para Minas Gerais, no avião da Polícia Civil.
Entenda o caso
Nascida em Foz do Iguaçu (PR), Eliza Samudio se mudou para São Paulo e posteriormente para o Rio. Em 2009, teve um relacionamento com o goleiro Bruno, engravidou e afirmou que o pai de seu filho é o atleta. O bebê nasceu no início de 2010 e, agora, está com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.
A polícia mineira começou a investigar o sumiço de Eliza em 24 de junho, depois de receber denúncias de que uma mulher foi agredida e morta perto do sítio de Bruno, em Esmeraldas (MG). Os delegados já consideram Eliza morta.
Em 6 de julho, um menor foi detido na casa do jogador, no Rio, e afirmou à polícia que Eliza está morta. Ele disse que viajou do Rio para Minas Gerais com Eliza e Macarrão. De acordo com o adolescente, os três foram para o sítio do goleiro. Depois, seguiram até outro local, onde um homem identificado como Neném estrangulou a jovem.
Oito pessoas estão presas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por suspeita de envolvimento no desaparecimento da jovem, incluindo Bruno e Macarrão. Todos negam o crime.
No Rio, os dois são investigados por suspeita de participação no sequestro da jovem. Os dois também negam.