No primeiro dia de trabalho da equipe do Governo de Alagoas e Sebrae, na cidade de Branquinha, duplicou o número de empresas legalizadas locais, foram realizadas cerca de 80 registros de empresas, que saíram da ilegalidade. Durante todo o dia desta segunda-feira (19), técnicos da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística (Sedec), da Junta Comercial de Alagoas (Juceal) e do Sebrae realizaram a abertura de empresas de micro porte no programa Empreendedor Individual, e na disponibilização de dados das empresas já registradas na Juceal.
A ação é resposta a demanda apresentada pela prefeita Renata Moraes linha de crédito durante reunião realizada na última quarta-feira, no Palácio Repúblicas dos Palmares, que reuniu o governador de Alagoas e os prefeitos dos 19 municípios atingidos pela catástrofe. Na ocasião o Governo do Estado apresentou aos prefeitos e empresários o recurso no valor de R$ 1 bilhão liberado pelo governo federal para ser retirado pelos bancos oficiais – Caixa, Banco do Brasil e Banco do Nordeste – como empréstimo para recuperar as empresas afetadas pela enchente.
Há 65 km de Maceió, o comércio em Branquinha possui um lugar de destaque já que representa a maioria das 60 empresas registradas na Juceal. A rua do Comércio, onde também era realizada a feira todos os domingos, concentrava o maior número dessas empresas que foi totalmente devastadas. Daí a importância da reconstrução desses negócios que garante a manutenção da economia local, da geração de emprego.
Como quem já lutou muito pela sobrevivência da família, dona Maria Cícera da Silva, de 43 anos, lamentou o prejuízo de mais de R$ 7 mil no negócio de frutas e verduras. Maria Cícera da Silva comercializava frutas e verduras numa “lojinha” em frente a sua casa e possuía quatro bancas na feira e dava oportunidade para três pessoas. Junto com a aposentadoria do marido, a senhora é responsável pela manutenção de uma família formada de quatro filhos e dois netos, mas mesmo diante de uma tragédia como essa, ela não se entristece: “Agradeço a Deus por mim e minha família estarem com vida. Agora peço forças para trabalhar e ter tudo de volta”.
A prefeita de Branquinha, Renata Moraes, solicitou a relação das 60 empresas registradas na Juceal da cidade, já que a prefeitura municipal tinha o cadastro somente de 12 empresas formais, mas, com a presença da Juceal constatou que o número é bem maior. “O nosso comércio é formado por cabeleireiro, pipoqueiro, costureira, somando algo como 150 microempresas na informalidade”, destacou a prefeita.
Presente também na ação na cidade de Branquinha, o presidente da Juceal Luiz Cotrim, disse que a Junta estará a disposição para atender a demanda dos empresários locais na disponibilização de dados documentais da empresa, além do cadastro no Empreendedor Individual.
Para Cristovão Lucena, que possui dois pequenos negócios – venda de churrasco e salão de beleza – o prejuízo foi de aproximadamente R$ 40 mil entre construção civil, equipamentos e produtos. Junto com a esposa e filha, o empresário de micro porte trabalhava no ponto comercial construído no terreno da sua casa.



