"Os participantes reiteraram seu firme apoio a uma passagem de pelo menos 50% da ajuda ao desenvolvimento pelo orçamento do governo afegão em dois anos", decidiram os representantes dos 70 países doadores e organizações internacionais reunidos em Cabul.

Durante a conferência, o presidente Karzai pediu um controle maior das despesas de ajuda internacional, uma reivindicação de longa data de seu governo, que considera que muito dinheiro é gasto diretamente e que pelo menos parte dele é desperdiçada pelos doadores internacionais.

Desde o início da intervenção militar internacional, no final de 2001, apenas 20% dos cerca de UA$ 40 bilhões prometidos passaram pelos canais governamentais, frequentemente acusados de serem tomados pela corrupção.

Nova etapa
A conferência marca uma nova etapa no lento processo de emancipação do governo afegão, que se prepara para liderar o país no futuro e, especialmente, para defender-se depois que as tropas da Otan e dos Estados Unidos, posicionadas ali desde o final de 2001, forem embora.

A conferência, descrita como o mais importante encontro internacional organizado na história da capital afegã, acontece sob forte esquema de segurança.

Milhares de soldados afegãos e da Otan foram mobilizados para impedir qualquer ataque talibã, uma rebelião que não para de fortalecer nos últimos quatro anos.A comunidade internacional deu apoio nesta terça-feira (20) à meta do presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, de assumir a segurança afegã até o final de 2014. O anúncio foi feito durante conferência de doadores internacionais para o país, em Cabul.

Cerca de 140 mil militares internacionais liderados pela Otan, sendo dois terços americanos, estão mobilizados atualmente no país para apoiar as forças afegãs contra a rebelião dos talibãs, que vem ganhando terreno há quatro anos.

"Sigo decidido a fazer com que nossas forças de segurança nacionais afegãs sejam responsáveis por todas as operações militares e de segurança no país até 2014", disse Karzai.

A conferência também decidiu que metade da verba da ajuda estrangeira passe pelo orçamento do governo, segundo seu comunicado final.