A secretária da Educação da cidade do Rio visitou no início da tarde desta segunda-feira o Ciep (Centro Integrado de Educação Pública) Rubens Gomes, na zona norte do Rio, onde o menino Wesley Guilber Rodrigues de Andrade, 11, morreu vítima de uma bala perdida na última sexta (16).

Cláudia Costin passou duas horas em reunião com direção e professores e saiu da unidade por volta das 15h sem falar com a imprensa. Também hoje, a direção do Ciep se reuniu com professores e pais para discutir quais providências serão tomadas após a morte de Wesley. A direção pretende enviar um ofício para o governo pedindo maior segurança no local.

No dia em que o menino morreu, dois tiros chegaram a atingir a janela da sala de aula onde estava a criança. A criança chegou a ser levada para o hospital pelos professores após ser atingida por um tiro no peito. Segundo os educadores, o socorro demorou mais de meia hora e, por isso, eles resolveram levar o menino para a unidade.

Hoje, parentes de Wesley retornara à escola para pegar a mochila da criança. Na saída da escola, o padrasto de Wesley, Antônio Rios dias, 41, afirmou que a família está bastante abalada com a morte da criança e que devem se mudar da região em breve. "Vamos sair daqui. Não temos mais condições de viver aqui", afirmou com a mochila de Wesley nas mãos.

Após a morte de Wesley, as férias no Ciep (Centro Integrado de Educação Pública) Rubens Gomes foram antecipadas e devem ser retomadas no início de agosto. Além disso, foi cancelada a festa julina, marcada para o próximo dia 22.

A direção da escola afirmou que 12 psicólogos e assistentes sociais estão na unidade para atender alunos e professores e devem permanecer no local até o dia 23 --data inicialmente programada para o início das férias--, segundo a coordenadora do 6º CRE (Coordenação Regional de Educação), a professora Deolinda Montenegro. Ao todo 1.200 crianças estudam na unidade, que possui 40 professores.