Luiz Felipe Scolari sequer colocou seu tradicional agasalho de treino, mas os 15 dias de convivência do elenco palmeirense com o auxiliar Flávio Murtosa surtiram um certo efeito. Na vitória por 2 a 1 sobre o Santos no clássico de quinta-feira, no Pacaembu, já foi possível ver traços marcantes do novo chefe na atuação da equipe.

Com um futebol muito competitivo, o Palmeiras teve três volantes para marcar e não deixou os meninos santistas respirarem. De acordo com dados do Footstats, foram 41 desarmes dos palmeirenses nos 90 minutos. Quase o dobro dos 24 conseguidos pelo adversário. Esse foi o segundo jogo no Campeonato Brasileiro em que os palmeirenses conseguiram mais roubadas de bola, com destaque para o normalmente ofensivo lateral Vítor.

Até por estar na frente do placar ao longo de quase todo o jogo, o Palmeiras abdicou da posse de bola e se posicionou para tentar o golpe fatal. Jogou com 47% de posse, mas conseguiu até mais finalizações a gol que os santistas: cinco contra quatro.

A obsessão palmeirense em afastar a bola da área também fez o goleiro Deola só precisar fazer três defesas durante os 90 minutos. Foram 39 rebatidas dos palmeirenses contra 12 dos santistas, que seguiram jogando de pé em pé. A bola esticada para o ataque também foi tônica do novo time de Felipão, que insistiu nessa jogada 44 vezes.

Personagem principal entre os 22 jogadores em campo, Kléber fez sua reestreia com muita luta. Ajudou na marcação cometendo duas faltas e conseguindo dois desarmes. Participativo, foi o segundo palmeirense a encostar mais vezes na bola, com 37 passes, mesmo sem jogar por 90 minutos. Passou duas vezes perto de marcar, mas faltou o gol para coroar a boa atuação.

Cinco destaques individuais do clássico:

O mais acionado: Wesley (Santos) - 64 passes
Os ladrões: Pará (Santos) e Vítor (Palmeiras) - 7 desarmes
O faltoso: Edinho (Palmeiras) - 4 faltas
Os dribladores: Neymar e Maranhão (Santos) - 5 fintas
O rebatedor: Danilo (Palmeiras) - 10 chutões