Uma grande operação policial em que reuniu o Ministério Público, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Civil (Asfixia) teve início na madrugada desta quinta-feira (15), e se encerrou às 15h na cidade sertaneja de São José da Tapera. A operação durou onze horas e contou, além do efetivo humano, com 46 (quarenta e seis) carros, sendo 43 (quarenta e três) da PC e 3 (três) da PRF, além de um helicóptero da PC.

O promotor de Justiça Luiz Tenório falou que a ação efetiva se deu após uma investigação do MP, e passada informação ao delegado Maurício Henrique Duarte, diretor do Departamento da Polícia Judiciária (Agreste e Sertão) em que tinha como foco uma quadrilha especializada em roubo e desmanche de veículos, receptação de carros roubados e furtados, além de tráfico de drogas e pistolagem.

Com os mandados de prisão, busca e apreensão, expedidos pela 17ª Vara Criminal em Maceió, nove pessoas foram presas, entre elas um filho de um policial militar lotado em Sergipe, e um dono de uma oficina, bem como vários veículos com suspeita de roubo, armas, munição e droga.

A operação foi realizada na zona urbana e rural (sítios: Brejinho, Caboclo e Canoa), e teve um saldo de nove pessoas presas, além de não terem sido encontrados: o cabo PM de Sergipe José Nilton Barros e o proprietário de uma oficina, conhecido por Lourinho.

Presos identificados:
- Joel Pinheiro de Oliveira, proprietário da Oficina Paraíba (posse ilegal de armas e veículos com chassi adulterados)
- Maxwell Pinheiro Barros, 21 anos, filho do PM, (posse ilegal de armas, munição e veículos com chassi adulterado)
- Gilvânio dos Santos (veículo roubado)
- Renildo da Silva, (veículos irregulares)
- José Rodrigues (carros roubados, posse ilegal de armas e droga)
- Antônio Aristides é motorista de transporte alternativo (posse ilegal de armas e munição)
- Roberto Moraes (posse ilegal de armas).
- Silvinha (drogas)
- Dodô (veículo irregular e vários cartões do Bolsa-família)

Uma pessoa identificada como sendo responsável pela falsificação dos documentos, necessário para que a quadrilha pudesse negociar os veículos, está foragida. O nome é guardado em sigilo, segundo o promotor, para não atrapalhar nas investigações.

Ainda com informações do promotor Luiz Tenório, o cabo PM Barros, que segundo seu filho se encontra de férias em São Paulo, seria o facilitador de toda a movimentação do bando