Após ser derrotado por 2 a 1 para o Palmeiras, nesta quinta-feira, o Santos deixou o justificando que faltaram duas coisas para um melhor resultado no Pacaembu: atenção em momentos importantes e um pouco de sorte. Para os santistas, boa parte da atuação contra o Palmeiras é reflexo de o time estar pensando mais na final da Copa do Brasil, daqui a duas semanas, do que na retomada do Campeonato Brasileiro.
"Não podemos deixar de lado o Brasileiro. A gente quer [esse título] também. Mas nossa prioridade é a Copa do Brasil", disse o zagueiro Edu Dracena. "Depois que a gente conquistar o objetivo, que é a Copa do Brasil, a gente vai poder focar realmente no Brasileiro".
Dracena também se queixou da falta de sorte em lances capitais. No segundo gol do Palmeiras, a bola desviou em sua chuteira depois do arremate de Tinga. O toque foi fundamental para tirar o goleiro Rafael da jogada. "A gente errou um pouco, mas faltou um pouco de sorte. Pelo menos jogamos um pouco melhor no segundo tempo".
Paulo Henrique Ganso concordou com o companheiro para explicar o revés. "Faltou sorte para nós. No segundo gol perdemos a bola e depois a bola desviou no Dracena. No fim do jogo, a bola bateu no jogador do Palmeiras e foi para o travessão", lamentou o meia, citando o lance em que o lateral Vitor quase marcou contra.
Para Ganso, a parada do campeonato durante a Copa não prejudicou o embalo do time, que vinha de um título paulista e de conquistar a vaga na final da Copa do Brasil pouco antes do recesso para o Mundial. "Foi uma parada boa porque havia muitos jogadores nossos que estavam cansados depois de muitas partidas decisivas".
COBRANÇAS - A atuação abaixo do esperado no clássico deixou um torcedor em especial irritado. Neymar, o pai do atacante santista que teve um desempenho discreto e foi sacado no meio do segundo tempo, não gostou do que viu. E, para quem acompanhou a partida a seu lado, disse que espera que o Santos tenha um projeto para segurar seu filho na Vila Belmiro.