O ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) assegurou que não conhece o investidor paulista Antonio Carlos Santos Morais, que assumiu autoria - como fonte, denunciante - da reportagem publicada pela revista Isto É, na qual o candidato é chamado de ficha imunda. “Eu não conheço, não sei quem é essa pessoa. Mas, vou interpelá-lo na Justiça. Ele assume a responsabilidade de me chamar de ficha imunda, mas ele deve ser tão imundo quanto a revista”, se assustou o candidato.

De acordo com Lessa, o fato dos seus bens não estarem disponíveis para a consulta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi um erro e não foi seu. “O erro partiu do TRE, eles pediram que dentro da declaração de renda divulgada ao TRE estivesse declarado meus bens, em uma folha a parte. Por que não vou relacionar meus dois bens que eu tenho? Isso é uma grande coisa”, desconversou.

Na sabatina, o candidato já fez questão de disparar contra o Ministério Público (MP) do Estado, tendo em vista a sua postura para o atingir. “Eu não sei o que acontece, o que eles têm contra mim”, justificou o candidato.

O Fato

O homem em questão é o investidor paulista Antonio Carlos Santos Morais, que foi diretor da divida pública em São Paulo e dono da corretora Karta Administração e Participação que entrou com uma ação de nº 2005.340.002.0646-8 na 20ª Vara Federal de Brasília por uma cobrança de indenização no valor RS 14 milhões como parte do calote desses papéis podres, que elevaram a dívida pública de Alagoa a R$ 7,5 bilhões.

Em conversa com o jornalista Roberto Villanova, ele confessou ter sido a fonte da matéria publicada pela Revista Isto É qualificando Lessa como Ficha Suja – e promete novas revelações bombásticas acerca da operação que, segundo disse, lesou o Estado de Alagoas em R$ 495 milhões.

“É preciso que o alagoano fique sabendo o que essa turma fez com o Estado. É um absurdo que essa gente ainda queira voltar ao poder”, disparou.

Sabatina

A sabatina programada pelo Fecomércio teve início nesta segunda-feira (12). O primeiro dos candidatos ao Governo do Estado, Ronaldo Lessa (PDT), já chegou mostrando as suas ferramentas oposicionistas, contra a atual gestão. O ex-governador agradeceu a iniciativa do debate e destilou suas críticas sobre a administração tucana, de Teotonio Vilela Filho (PSDB).

Para começar, Lessa iniciou sua argumentação justificando sua candidatura. Ele voltou a afirmar que o grande incentivador, para o seu retorno ao Palácio República dos Palmares, foi o presidente Luís Inácio ‘Lula’ da Silva (PT). “Eu não queria voltar para um terceiro mandato. O meu interesse era o Senado, todo mundo sabia disso”, declarou o candidato.

Como concorrente direto de Vilela, mais recente, o ex-governador comparou – diretamente – a sua gestão com a atual. Ronaldo apontou que o Estado regrediu nas áreas sociais mais importantes. “Como exemplo, ele não quis mais investir em escola. Diz que está trazendo mais de 40 indústrias, quando na verdade são no máximo quatro. Então, é doloroso ver isso quando entregamos o estado equacionado”, se desapontou.

Alavancar a economia

Ao ser questionado sobre quais as medidas que adotaria se caso for eleito, o candidato explicou que é preciso acompanhar o crescimento do país: através da profissionalização. “Não dá para ficarmos atrás, neste sentido. O Sistema S está sendo de fundamental importância, mas não é o suficiente. O atual Governo que abstrair as pessoas neste processo” alfinetou.

Sua defesa se sustenta na relação que os ‘tucanos’ tratam seus servidores. Como ex-governador, Lessa aponta que Vilela diz governar para os três milhões de alagoanos. “Mas esquece de quem operacionaliza a sua gestão. Ele não vai atender aos mais necessitados em postos de saúde, por exemplo. O grupo para quem ele trabalha tem convênios particulares, eles não dependem de escolas da rede pública” acusou Lessa.