O zagueiro Fabio Cannavaro, um dos vilões da eliminação da Itália na Copa do Mundo de 2010, disse que vai ser "verdadeiramente difícil" entregar o troféu à equipe que ganhar a final e assumir o título que atualmente pertence a seu país. As informações são da agência Ansa.
"É emocionante estar aqui (na África do Sul) porque haverá muita nostalgia em entregar a Copa que tem sido nossa nos últimos quatro anos. É uma Copa que nos deu tanto, nos fez viver emoções extraordinárias", declarou o atleta, que participou da vitória italiana em 2006.
Cannavaro, capitão da seleção nos dois últimos mundiais, foi responsabilizado em grande parte pelo desempenho da equipe, o pior da história do país na competição. O time empatou dois jogos em 1 a 1, com o Paraguai e a Nova Zelândia, e perdeu de 3 a 2 para a Eslováquia, sendo eliminado ainda na primeira fase.
"Há tanta amargura porque saímos no primeiro turno e há o desgosto por não ter podido defender da melhor maneira possível. Foi assim, foi mal, agora mudaram um pouco as coisas, chegou um treinador novo e é preciso olhar para o futuro", lamentou o zagueiro.
Logo após a eliminação da Itália, o então treinador Marcello Lippi assumiu a culpa pela má campanha e pediu demissão do cargo, assumido posteriormente por Cesare Prandelli. Cannavaro também se despediu da seleção depois da derrota para a Eslováquia.
"Este é o Mundial: esconde sempre muitas armadilhas, nunca há nada garantido e não está dito que vence sempre o mais forte. A Copa é bonita também por isso e portanto todas essas coisas não me surpreenderam", acrescentou o zagueiro.
Cannavaro entregrará o troféu para Casillas ou Van Bronckhorst, capitães de Espanha e Holanda, que farão a final no domingo, às 15h30 (de Brasília), no Soccer City, em Johannebusrgo.