As polícias Federal, Militar e Civil retiraram neste sábado (10) um grupo de 40 índios de várias etnias que ocupava a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, há seis meses. Cerca de 400 policiais participaram da operação, que incluiu o fechamento do Eixo Monumental, a via que dá acesso à Praça dos Três Poderes, em Brasília.

A operação começou às seis da manhã. A Esplanada dos Ministérios foi fechada nos dois sentidos. O trânsito só foi liberado depois das 10h. Todas as barracas e objetos pessoais dos índios foram colocados em caminhões e levados para depósitos. A retirada foi pedida pelo governo do Distrito Federal. Os indígenas reclamaram de truculência.

Os índios faziam parte de um grupo maior que havia ocupado a Esplanada em janeiro, em protesto contra a redução da estrutura da Fundação Nacional do Índio (Funai). Eles também pediam a demissão do presidente do órgão, Marcio Meira. Depois de um acordo com o governo federal, no dia 14 de junho, 186 índios deixaram o local.

De acordo com a polícia, dois índios, um civil e um estrangeiro foram detidos por desobediência. "Eles usaram de violência contra os policiais e os agentes do Estado. Nessa condição, chegando na delegacia, nós vamos qualificá-los, eles vão assinar um termo de compromisso de comparecer perante o Judiciário e serão postos em liberdade imediatamente. Teve um francês que foi encaminhado à Polícia Federal”, afirmou o delegado Laércio Rosso.

Em nota, a Funai diz que a 6ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal decidiu pela retirada dos indígenas depois de esgotadas as negociações para a saída voluntária do grupo. Segundo a Funai, os índios que estavam na Esplanada não representavam qualquer etnia.

“Tal qual oferecido e cumprido para a retirada dos primeiros 186 indígenas, a Funai disponibilizou transporte, alimentação e vagas em hotéis para aqueles que não residem em Brasília, até o retorno a suas aldeias”, diz a nota.