Igreja Católica deverá publicar até a próxima semana novas regras para combater o fenômeno dos abusos sexuais cometidos ou encobertos por padres e sacerdotes, revelaram fontes vaticanas à ANSA.

Estas normas, segundo as fontes consultadas, atualizarão as contidas no Motu Proprio, na parte dedicada aos delicta graviora [crimes graves que sacerdotes poderiam cometer], documento de 2001, firmado por João Paulo II.

As mesmas pessoas enfatizaram que as medidas serão promulgadas pelo papa Bento XVI e pelo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal William Joseph Levada.

Ainda segundo especialistas, as regras deverão afirmar de forma explícita que, nos casos de pedofilia, "se deve seguir a lei civil". Outro ponto, que não existe no documento atual, é o recurso ao veredicto do Papa nos episódios particularmente graves, ou "quando um tribunal civil condenou um padre pelo crime de abusos sexuais ou quando há provas irrefutáveis".

O anúncio da atualização foi feito há alguns meses, logo após padres serem denunciados em vários países -- entre eles Estados Unidos, Noruega, Itália, Brasil, Bélgica e Chile.

Anteriormente, a Santa Sé havia divulgado novas diretrizes aos religiosos em um texto publicado em seu site. Naquele documento, explicava-se os procedimentos canônicos que deveriam ser adotados frente a este tipo de crime.