A Agremiação Sportiva Arapiraquense (ASA) comemora nesta sexta-feira, dia 09 de Julho, 10 anos de um título que marcou a sua história de muita luta, determinação e coragem no futebol Alagoano e Brasileiro.
Após amargou em sua história várias derrotas e muitos anos de fracasso no futebol Alagoano, servindo até de gozações para compositores musicais, o Asa já foi "perseguido" por ilustres pessoas. Uma delas, João Saldanha, ex-técnico da Seleção Brasileira em seus comentários, se referia a "esses Arapiracas da vida", uma alusão em se tratando de clubes ruins.
Anos depois, Francis Hime e Chico Buarque eternizaram o clube na música "E Se", que falava das coisas improváveis ou impossíveis de se acontecer. Na letra da música, o Asa pagava o pato. "E se o Arapiraca for campeão...”
No final da década de 90 e início do século XXI o alvinegro começou a mudar o perfil de sua historia dentro do futebol alagoano. Em 2000, o alvinegro fez uma campanha jamais vista na competição e chegou a uma final inesquecível para todos até hoje, onde seguiu para Maceió e disputou no Estádio Rei Pelé, palco deste título inédito onde se travou uma briga para que o jogo ocorresse no Mutange. E através de uma intervenção do governador do estado a época Ronaldo Lessa, o jogo foi realizado no principal palco do futebol Alagoano.
O adversário do ASA, o CSA, já havia preparado uma grande festa para comemorar o pentacampeonato Alagoano. Um trio foi estacionado na lateral do estádio, um CD com músicas personalizadas com o título foi criado, mas o que ninguém imaginava era que aquele time chamado de matuto iria surpreender toda a torcida e o imbatível time do CSA.
Em uma cobrança de escanteio aos 25 minutos do segundo tempo no cruzamento realizado por Marquinhos Girau, Jaélson marcou o gol mais inesquecível da história do clube alvinegro. A torcida no estádio e espalhada por todo estado sentia uma emoção igual à de uma conquista da seleção Brasileira na Copa do Mundo.
O ano de 2000 foi para o ASA uma quebra de uma suposta maldição onde durante décadas o clube sonhava com um simples título Alagoano, derrotando o CSA em pleno estádio Rei Pelé.
No ano seguinte mais uma conquista: o título de Bicampeão estadual, sendo desta vez diante de sua apaixonada torcida. E conquistando na sequência vários outros títulos, com isso ficou consagrado como último campeão do século XX e primeiro campeão do século XXI. Foi campeão alagoano também em 2003, 2005 e 2009.
