Quando a delegação da seleção brasileira voltou da África do Sul, no domingo, o então técnico da equipe nacional, Dunga, e o auxiliar Jorginho mostraram esperanças em continuarem na equipe nacional.
No entanto, O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira,demitiu toda comissão técnica.
Nesta segunda-feira, Dunga e Teixeira se pronunciaram sobre essa separação.
Em entrevista ao canal SporTV, em Johannesburgo, o presidente da CBF falou que até pensou em trocar o treinador antes, porém não quis interromper o trabalho que estava sendo desenvolvido e teve de "tocar o barco" assim.
"Quando você está no meio do Atlântico, você tem de atravessá-lo. Não tem outra opção", afirmou.
Antes da entrevista, Dunga havia divulgado uma carta aberta destinada a Ricardo Teixeira.
Apesar de evitar atrito com seu ex-patrão, ele falou que corrigiu muitos "erros do passado" e destacou que a prática de demitir um técnico é comum no futebol.
"Resta-me acatar à sua decisão, pois, certa ou não, a mim não cabe questioná-la, na medida em que essa é a prática, de longa data, adotada no futebol, de todos conhecido, considerando que a vida segue, os compromissos são muitos e os interesses variados e complexos", escreveu o treinador.
Ricardo Teixeira confirmou que o novo técnico da seleção deve ser definido até o fim de julho, para começar o trabalho de olho no amistoso contra os Estados Unidos, dia 10 de agosto, em Nova Jersey.