A Secretaria de Defesa Social de Alagoas informou, nesta segunda-feira, que aguarda a concordância da Defesa Civil Estadual e do Poder Judiciário - por meio dos juízes das comarcas locais - para implantar as medidas de segurança, como o toque de recolher e a lei seca, nos municípios em situação de calamidade pública, sugeridas pelo Ministério Público.
Segundo a Agência Alagoas, o secretário Paulo Rubim manifestou que mobilizará as forças policiais para atender as recomendações, que incluem a adoção, em caráter excepcional, do toque de recolher a partir das 22h e a proibição da venda de bebida alcoólica durante o período noturno. O MP pediu, ainda, o trabalho permanente das delegacias de polícia e dos grupamentos militares.
"Se a Defesa Civil e os juízes dessas comarcas também acharem necessária a implantação dessas medidas que visam dar uma maior segurança à população atingida pelas chuvas, pretendemos adotá-las em todos os municípios", afirmou o secretário.
Ao tomar conhecimento das recomendações do MP, Paulo Rubim manteve nesta segunda-feira contato telefônico com o procurador geral de Justiça, Eduardo Tavares, com quem discutiu o encaminhamento das medidas de segurança. Tavares ficou de solicitar oficialmente a implantação das medidas junto ao Poder Judiciário.
O MP recomendou o recolhimento compulsório da população às suas residências, abrigos ou alojamentos a partir das 22h e também a proibição da venda de bebida alcoólica durante pelo prazo de 90 dias, como forma de prevenir a violência.
Os estragos da chuva
O balanço da Defesa Civil nacional, divulgado na última sexta-feira, aponta que em Alagoas 26.618 pessoas estão desabrigadas (dependem de acomodação em abrigos públicos e 47.897 estão desalojadas (tiveram que sair de casa e estão com parentes). Outras 37 morreram. Já em Pernambuco, o total é de 26.966 desabrigados, 55.643 mil desalojados e 20 óbitos.
No Estado de Alagoas, quatro municípios decretaram situação de emergência e 15, estado de calamidade pública. No Estado de Pernambuco, 27 decretaram situação de emergência e 12 estão em estado de calamidade pública.