Faltando 15 dias para estrear na Série C, o CRB mais uma vez não faz uma preparação para disputar a competição, da qual quase cai no ano passado. Falta determinação – para não dizer organização e comando – ao Alvirrubro, onde os problemas estouram todos os dias, com reflexos profundos no rendimento da equipe dentro de campo.
Aliás, o CRB é um clube no momento tão diferente da conjuntura nacional que até as coisas lá dentro estão sendo tratadas na base da bala, segundo denunciou o complicado técnico Celso Teixeira. Seria de bom alvitre que os que usam a arma no Galo a usassem também para que o clube se fizesse respeitar por sua tradição, não se humilhando numa competição com o Campeonato do Nordeste, que pouco tem a referenciar seus participantes, pelo menos nesse retorno. Mas mesmo assim o CRB decepciona, perdendo em casa para um time medíocre como esse “expressinho” do Bahia.
Li um comentário de um torcedor num site desses de notícias esportivas de que as coisas erradas só acontecem na Pajuçara pela falta de autoridade do presidente José Serafim, que está cercado de pessoas descom promissadas com a grandeza do clube e que vivem apenas em busca de espaço na imprensa esportiva. Não sei se é verdade. Sei apenas que tentei um contato com o Serafim para uma entrevista e nunca recebi resposta.
Recém contratado, o técnico Freitas viu a derrota do sábado e a essa altura deve estar coçando a cabeça para ver como vai arrumar um time que parecia arrumado até um dia desses. E pelo que mostrou contra o Tricolor baiano, o Galo vai precisar mudar muita coisa em pouco tempo, o que pode pesar no seu desempenho na Série C, uma competição de tiro curto onde qualquer erro é fatal.
Ainda sobre o futebol alagoano, vejo com tristeza a situação do Murici, que pela primeira vez iria participar de uma competição nacional – a Série D - e acaba sendo também vítima da tragédia que se abateu sobre Alagoas, provocada pelas enchentes. O clube perdeu até a taça que brilhantemente conquistou em campo com o título de campeão alagoano. E, em verdade, não tem como disputar a competição. Uma pena. Vamos esperar que a escolha do representante do Estado na competição, que vai substituir o campeão, não seja igual a marmelada do ano passado, que levou a vaga para o CSA.
Para finalizar, me junto aos milhões de brasileiros que repugnam Dunga e comemoram, para não ficar apenas no choro, a eliminação da Argentina do pedante Maradona. Aliás, Dunga e Maradona bem que poderiam formar uma dupla caipira, ao invés de dirigirem equipes de futebol. Que tal Maradunga?