A Seleção Brasileira está de volta ao Brasil sem o sonhado heptacampeonato. Poderia ser um fato a se lamentar com veemência, mas quem acompanhou a preparação do Brasil para a disputa do Mundial da África do Sul sabia dos riscos que o escrete canarinho corria, devido aos equívocos cometidos pelo teimoso técnico Dunga.
Apontado como a melhor equipe entre as cinco da América do Sul, acabou vendo os com patriotas avançarem um pouco mais na competição. Uma frustração.
Na verdade, não se deve atribuir só a Dunga o fracasso do Brasil. A responsabilidade é de quem colocou no comando da Seleção que mais títulos mundiais conquistou uma pessoa sem a mínima experiência para o cargo. Tudo bem que o retrospecto dele no comando da Seleção é considerado satisfatório. Mas a Copa do Mundo é diferente e o Brasil não soube fazer a diferença.
Embalado pelas vitórias contra equipes de pouca expressão, quando pegou pela frente um time mais experiente, com bons jogadores e que foi a África do Sul para brigar pelo título, neste caso a Holanda, o Brasil se viu preso aos seus próprios erros e a derrota anunciada se concretizou.
O resultado da, digamos, tragédia, abateu aqueles torcedores mais apaixonados, pois na verdade após o apito final do jogo, o que se via no semblante da maioria dos brasileiros, especialmente os alagoanos, com quem convivemos, era a aceitação do que estava escrito nas estrelas. Tanto é assim que muitos continuaram com suas festas.
A pergunta que fica no ar é a seguinte: o elenco formado por Dunga é o melhor que o Brasil tem? Será que a manutenção desse grupo vai dar resultados positivos daqui a quatro anos?
O certo é que o Brasil tem jogadores da melhor qualidade, mas a atual Copa deixou uma evidência: já não somos os melhores do mundo. Contudo, há tempo suficiente para formar uma Seleção para não decepcionar em 2014, quando a Copa do Mundo será realizada aqui.
Dunga afirma que cumpriu seu papel na Seleção e que está deixando o cargo. Faz fazer falta?