Durante contato com a reportagem do CadaMinuto, o ex-técnico do CRB Celso Teixeira, que se encontra em Campinas, no interior paulista, disse por telefone que vai tomar todas as providências pelos fatos ocorridos, pois já estava cansado de todas as vezes ser tachado de tumultuar os ambientes por aonde passa.
Segundo o treinador, ele já foi orientado por um profissional da advocacia para entrar com uma ação contra danos morais, pois teve seu nome exposto por situação que não praticou.
Teixeira não poupou palavras quando falou em relação a José Serafim, presidente executivo do Galo Praiano:
“Nunca imaginei que o Serafim fosse tão omisso da forma que ele, pois vários problemas que acontecem internamente na Pajuçara são devidos sua omissão. Quando o Walter do Vale foi me demitir eu pedi para o presidente ficar na sala ele saiu alegando que tinha uns compromissos, quando eu deixei a sala, estava o Serafim sentado em outra sala tentando convencer o Victor Albuquerque a permanecer. Ele é omisso”, afirmou Celso Teixiera.
Ex-treinador disse ainda que seu filho, identificado por Gabriel não estava no momento da agressão do dirigente regatiano. Teixeira confirmou que teve que pular o muro pois tinha um militar apontando uma arma para ele. "Eu nunca soube de uma situação semelhante a esta em nehum time profissional" explicou Celso.
Roubo
Em meio à entrevista Celso Teixeira também denunciou um roubo de uma camisa pertencente ao seu filho. Segundo ele, o presidente José Serafim teve conhecimento de quem praticou o ato e nada fez.
O treinador disse que por conta própria descobriu quem pegou a camisa e explicou os motivos do roubo: “Quem roubou a camisa do meio filho, roubou por que foi mandado por alguém para ver se eu perdia o controle, mas permaneci extremamente tranqüilo e não entrei no jogo desse dirigente que forçou minha saída”, denunciou.
Rei Pelé
De acordo com o Teixeira, as dezenas de torcedores que estiveram por trás do banco de reservas, após o clássico contra o CSA, no último domingo (27), no Estádio Rei Pelé, foi um movimento orquestrado pelo diretor de futebol, Walter do Vale.
“Esse diretor tem ciúmes de homens. Ele estava próximo ao banco de reservas e incentivou aqueles torcedores a ficarem gritando comigo, pois ele estava querendo a todo custo me tirar do time porque veio para o CRB com este propósito”, especula Celso Teixeira.
As informações dão conta que independente do resultado o ex-técnico sabia que seria demitido pela direção regatiana. Teixeira chegou a cogitar que entregaria o cargo junto com o preparador físico Victor Albuquerque momentos antes da partida, mas preferiram ir ao jogo e, em seguida, repensaria a idéia.
“Eu fui demitido por que o Walter do Vale é movido à vaidade e inveja. Ele precisa se decidir se vai ser polícial ou dirigente de futebol”, finalizar.
