Nesta terça-feira (29), técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) realizaram a entrega de medicamentos em sete municípios afetados pela enchente. Eles foram enviados pelo governo do Rio de Janeiro e correspondem a 8 toneladas.

Mais de 60 itens, entre Mebendazol, Captopril, Sibutramina, Sais para Hidratação, Paracetamol, Nistatina e Ambroxol foram enviados para Rio Largo, Murici, Santana do Mundaú, São José da Laje, União dos Palmares, Branquinha e Quebrangulo. Também foram enviados preservativos para os desabrigados, a fim de evitar a proliferação de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST).

Os demais municípios afetados pela enchente irão receber os medicamentos a partir desta quarta-feira (30). Para isso, o governo do Estado investiu R$ 700 mil na compra emergencial e os governos de São Paulo, Minas Gerais e Piauí já se comprometeram em enviar mais medicamentos para Alagoas.

“O propósito da Sesau é evitar que faltem medicamentos para os desabrigados e desalojados, pois muitas pessoas tomavam remédio controlado, que foi perdido com a enchente. Além disso, há possibilidade de se contrair doenças, por conta da água contaminada”, ressaltou o diretor de Assistência Farmacêutica, Fábio Pacheco.

Rio Largo – Ao receber os medicamentos, a secretária de Saúde de Rio Largo, Josefa Petrúcia Melo Morais, agradeceu a parceria da Sesau por incluir o município entre os beneficiados com a doação. “No nosso caso, em que perdemos todo estoque de medicamentos e correlatos por conta da água que invadiu o depósito, essa doação vem como a salvação”, afirmou.

De acordo com a secretária, os medicamentos servirão para atender, prioritariamente, as pessoas que estão nos 15 abrigos existentes na cidade onde se encontram cerca de 2.500 pessoas. Ou seja, metade dos 5 mil desabrigados e desalojados vítimas da enchente.

Mesmo com a doação, para atender a demanda, Josefa Petrúcia disse que já está providenciando uma compra emergencial de correlatos e medicamentos no valor de R$ 250 mil. O atendimento nos abrigos está sendo feito pelos médicos das 18 equipes do PSF. “Pela manhã eles atuam no PSF e à tarde nos abrigos”, informou.

Outra preocupação da Secretaria Municipal de Saúde de Rio Largo é com as doenças contraídas por contato com água contaminada como leptospirose, hepatite e cólera. “Com apoio da Sesau estamos fazendo vacinação, também distribuímos hipoclorito de sódio e realizamos um trabalho de orientação”, concluiu.