As investigações da Delegacia de Homicídios (DH) de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, indicam que a estudante Eliza Samudio, 25 anos — mãe de um menino de quatro meses, fruto de um conturbado relacionamento com o goleiro Bruno, do Flamengo — já esteja morta há cerca de 20 dias.
Pelo menos esta é a opinião da delegada reponsável pelo caso, Alessandra Wilke. A jovem, que está desaparecida desde o último dia 5, teria sido espancada e morta por três homens dentro do sítio do próprio jogador, na região de Esmeraldas, próximo à capital mineira. O jogador Bruno seria um dos agressores. Ele deve depor na próxima semana.
Desde quinta-feira, as divisões de Homicídios do Rio de Janeiro e de Minas Gerais procuravam Eliza e seu filho Bruno. O menino foi encontrado na madrugada de ontem, após uma peregrinação por endereços em três municípios mineiros.
A esposa do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Sousa, 23 anos, chegou a ser presa em flagrante pelo crime de subtração de incapaz. Horas depois, o juiz de plantão do Fórum de Contagem lhe concedeu a liberdade provisória. A criança foi levada para o Abrigo Lar Efatá até que o pai de Eliza, Luiz Carlos, que vive em Foz do Iguaçu, no Paraná, chegue.
Pai de Eliza acha que Bruno matou sua filha. Delegada também
A delegada Alessandra Wilke, da Delegacia de Homicídios de Contagem, em Minas Gerais, acredita que Eliza tenha morrido em consequência das agressões sofridas por Bruno, goleiro do Flamengo, no sítio que ele mantém naquele município. Segundo ela, o jogador é considerado suspeito do crime. A delegada disse ainda que a polícia tem informações de que as agressões foram violentas e que, depois, o corpo de Elisa tenha sido escondido.
- As malas e roupas teriam sido queimadas por Bruno. E, durante tudo isso, o bebê (filho de Eliza) estavá lá (no sítio) - disse Alessandra (ouça entrevista da delegada).
O pai de Eliza Samudio, Luís Carlos Samudio, vai a Minas Gerais neste domingo para buscar o neto, que está sob a guarda do Conselho Tutelar. Para ele, em função de tudo o que já foi divulgado sobre o caso, não restam dúvidas de que o goleiro do Flamengo teria mandado matar Eliza:
- Meu coração de pai está dizendo isso - desabafou. (ouça a entrevista exclusiva dada ao EXTRA do Rio de Janeiro)
Dias antes de desaparecer, Eliza procurou jornalistas
Dias antes de desaparecer, Eliza Silva Samudio, de 25 anos, ligou para vários jornalistas que conhecia. A jovem contava que estava no Rio e que Bruno, goleiro do Flamengo, estaria se convencendo a fazer o teste de DNA que comprovaria que era o pai do filho dela. Segundo Eliza, o irmão de Bruno intermediava a conversa entre os dois.
Michel Assef Filho, advogado de Bruno, disse que um representante seu está em Contagem, Minas Gerais, para conversar com a delegada Alessandra Wilke, da Delegacia de Homicídios daquele município. Somente quando tiver notícias desse representante o advogado falará com a imprensa.
Na manhã deste domingo, Bruno treinou normalmente na Gávea. Ele deixou o local sem comentar o assunto. E também nenhum dos assessores do goleiro foi localizado até agora
Advogado do goleiro Bruno se encontrará hoje com atleta para definir linha de defesa
O advogado Michel Assef Filho, que defende os interesses do goleiro Bruno, do Flamengo, deve se encontrar ainda hoje com o atleta, suspeito de ter assassinado Eliza Silva Samudio, de 25 anos, com quem tem um filho de quatro meses.
Segundo Assef, um representante seu volta esta noite de Contagem, Minas Gerais, onde esteve com a titular da Delegacia de Homicídios daquele município, Alessandra Wilke.
Após se inteirar do processo e conversar com o jogador o advogado emitirá um pronunciamento oficial sobre o caso.

