O governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB) quebrou o silêncio sobre política e falou da indicação de seu vice, da Lei Ficha Limpa e, principalmente, da sua relação com o senador Renan Calheiros (PMDB). O tucano vinha adotando uma postura de só falar após as convenções de seu partido, no entanto, o governador não resistiu às provocações e entrou em campanha, nesta terça-feira.

Em entrevista ao programa Cidadania, da rádio Jornal, Vilela abriu a conversa dizendo que tem o seu tempo para tomar as decisões. Ele parte do princípio que todas as suas decisões e que todas as possibilidades são muito bem pesadas. “Assim, a escolha do meu vice não será diferente. Ele pode ser prata da casa, ou ouro de fora. Qualquer que seja a possibilidade, o nome tem que ser uma pessoa o de uma pessoa séria: comprometida com Alagoas”, disparou o governador.

Diferentemente de seus adversários, o tucano defende que moralidade não se prega – durante o pleito. Mesmo sem desmerecer a iniciativa da Lei Ficha Limpa, Téo acredita que não é Justiça que deve dizer quem merece ser candidato. “Todo mundo sabe quem é sério e quem não é. As pessoas sabem que tem Ficha Limpa. Então, cobrar moralidade ou seriedade dos candidatos, para mim é uma questão básica: de princípio”, alfinetou o governador.

Ao tratar de Calheiros, o candidato à reeleição deu indícios que nunca rompeu a relação com o senador. “Nós temos uma história, de muitas parcerias. Agora, estamos em lados distintos do palanque, por uma escolha política. Mas não interfere na nossa relação, no nosso trabalho. Ainda mantenho em minha equipe de Governo um aliado em comum, José Wanderley (PMDB). Esse afastamento não interfere, em nada, o nosso trabalho”, esclarece.

Para concluir a entrevista, Téo Vilela agradeceu o espaço e desejou ter mais tempo para utilizar o espaço. “Eu gostaria de vir aqui rebater as críticas de seus ouvintes e, principalmente, as suas cutucadas, França. Nada pessoal”, alfinetou o governador.