Com a localização de mais três corpos na cidade de Branquinha, o número de mortes decorrentes das chuvas que atingiram Alagoas subiu para 29. A informação foi confirmada com o major Sandro Cavalcante, chefe da assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros. A causa da morte foi afogamento.
O último boletim divulgado pela Defesa Civil Estadual aponta que ainda existiam 600 desaparecidos. Ao todo, 26 municípios foram castigados pelo temporal que provocou enchentes e deslizamentos desde o fim da semana passada. Pelo menos 15, ainda continuam em situação de calamidade pública. O número de pessoas atingidas pelas enchentes chega a 177 mil em Alagoas.
São Paulo e Rio Grande do Sul já enviaram para Alagoas alimentos, colchões, cobertores, medicamentos e produtos de higiene que devem ser distribuídos para as famílias prejudicadas. O problema é que voltou a chover no estado e isso pode prejudicar a distribuição de donativos. Os produtos estão sendo enviados às regiões afetadas em aeronaves. O mau tempo pode atrapalhar as viagens aéreas.
Uma das prioridades da força-tarefa montada para atender os municípios que registram alagamentos é montar o hospital de campanha de Santana de Mundaú. A expectativa é que a estrutura comece a funcionar ainda nesta terça. Na segunda, o governo alagoano anunciou que devem ser montadas duas unidades de saúde desse tipo. A outra deve funcionar em Jacuípe.
Cavalcante afirmou que esse "número" é flutuante e pode mudar bastante de um dia para o outro. As cidades estão realizando novos levantamentos. Bombeiros de Sergipe devem participar das buscas aos desaparecidos. Eles devem usar três cães farejadores nos trabalhos.
