Luís Fabiano não marca um gol pela seleção há seis jogos. Nunca ficou tanto tempo sem estufar as redes com a camisa verde e amarela. Às 15h30 (de Brasília) deste domingo, diante da Costa do Marfim, no Soccer City, ele terá a segunda chance na Copa do Mundo de encerrar o jejum. Se isso não acontecer, ele encerrará uma série positiva que existe desde a edição de 1986, no México.

Naquele ano, Careca anotou o gol brasileiro na vitória por 1 a 0 sobre a Argélia na segunda rodada. Desde então, um centroavante sempre deixou sua marca, no máximo, até o segundo jogo da Copa. A última seca que durou três partidas foi em 1982, quando Serginho Chulapa só desencantou na terceira partida do Brasil, fazendo um gol nos 4 a 0 sobre a Nova Zelândia.

Depois disso, Careca, Romário, Ronaldo, Bebeto, Adriano e Fred mantiveram a escrita positiva até a última edição, na Alemanha, em 2006. Como principal responsável pelos gols da equipe de Dunga, Luís Fabiano tenta dar sequência ao fator histórico para se livrar da incômoda seca de gols.

Dunga aposta no camisa 9. “Ele veio de uma lesão [muscular] e trabalhou forte, está jogando para a equipe. Artilheiro é assim. No momento certo ele fará os gols”, comentou o treinador no último sábado.

Luís Fabiano não comemora um gol pela seleção desde o dia 5 de setembro de 2009, quando brilhou e fez dois na vitória por 3 a 1 sobre a Argentina, resultado que classificou o Brasil à Copa.

Depois disso, passou em branco contra Venezuela, Inglaterra, Omã, Zimbábue, Tanzânia e Coreia do Norte, este último jogo já pelo Mundial, na última terça-feira (vitória por 2 a 1).

Mesmo assim, o camisa 9 tem crédito na seleção. Ele é o artilheiro da equipe na era Dunga com 19 gols em 27 jogos. Robinho divide o posto com Luís Fabiano, mas precisou de 50 partidas para atingir a mesma marca.