Cerca de 25% da energia mundial poderá ser gerada por usinas nucleares até 2050. A previsão consta de estudo publicado nesta quarta-feira (16) pela Agência Internacional de Energia (IEA) em conjunto com a Agência de Energia Nuclear (NEA).

A participação da fonte na matriz elétrica deve crescer em função de suas baixas emissões de carbono, o gás responsável pelo efeito estufa. A capacidade instalada em centrais nucleares passaria assim dos 370GW de hoje, que representam 14% da geração total no mundo, para 1.200GW durante os próximos 40 anos.

A Eletronuclear analiza que nos anos 80 a energia nuclear passou por um período de questionamento por parte da opinião pública, na questão de segurança, de tratamento de resíduos. Hoje todos esses itens estão completa ou quase completamente atendidos, devido às tecnologias desenvolvidas.

Foi lembrado ainda que a Europa tem registrado um grande número de solicitações para a construção de novas usinas e que a busca por fontes não poluentes está estimulando o setor.

Como vantagens, ela não polui, não emite gases do efeito estufa e é uma energia estável, que funciona a toda potência durante 11 meses do ano. Também não tem sazonalidade, então não precisa ser complementada por nenhuma outra fonte. Além disso, pode estar próxima aos centros consumidores.

Outro atrativo apontado como atrativo sobre a energia nuclear é seu preço atrativo. É bem competitivo. É uma geração mais barata que todas as térmicas e chega a competir com as hidrelétricas.

Foi destacado ainda o potencial de crescimento da energia nuclear no Brasil. Hoje, o País conta com duas usinas da fonte e trabalha na construção de Angra 3. O Ministério de Minas e Energia também planeja implantar de quatro a oito novas unidades até 2030.

Porém, ressalta-se que o planejamento precisa ser mais estável, ter um programa de Estado de longo prazo. Ter uma visão de futuro, até para dar segurança ao investidor privado. Não ser algo que mude quando muda o presidente.

Com essa ressalva, a Eletronuclear apoia a expansão nuclear no País, visto que seria a única possibilidade que o Brasil tem de aumentar seu potencial energético (com usinas que operam) na base da matriz. Com informações do Jornal da Energia.