Com o anúncio de Michel Temer como vice de Dilma Rousseff, o Partido dos Trabalhadores (PT) se prepara para um verdadeiro bombardeio de dossiês, da oposição, contra o seu aliado: o PMDB. Assim, nomes como José Sarney e Renan Calheiros ganham peso no processo eleitoral e fica impossível não perguntar: quanto vale ter esses nomes ao seu lado?
Os indícios estão cada vez mais claros. Neste fim de semana, o presidente Lula veio a público afirmar que sua oposição ‘inventa dossiês todo dia’. Mesmo demonstrando a confiança de que sua candidata ‘leva’ o pleito no primeiro turno, o líder petista demonstrou certa preocupação com a sua base aliada: “o bicho vai pegar”, garantiu o presidente.
Para não cometer equívocos, o partido deixou claro de que Dilma não deverá freqüentar palanques contundentes, nesta eleição. Prova disso, foi a sua ausência na assinatura da ordem de serviço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Alagoas, na última quarta-feira (09). A situação é tão delicada que a ex-ministra não compareceu nem ao congresso nacional de Construção Civil – que acontecia em Maceió.
No caso de José Sarney, o seu mandato é questionável, desde a sua raiz. Maranhense, o presidente do Senado foi eleito no Amapá. Desde então, Sarney foi alvo de uma chuva de denúncias contra a sua pessoa. Corrupção, peculato, nepotismo, dentre outros tantos crimes eleitorais.
Agora, cabe aos eleitores fazer seu julgamento. Mas, o resultados destes apoios, só as urnas poderão dizer.
