A polícia sul-africana informou que dirigentes da seleção uruguaia desistiram de iniciar um processo judicial por um caso de roubo depois de surgirem acusações de que um membro da sua delegação pode ter sido o responsável.

Leon Engelbrecth, porta-voz da polícia, disse que depois de receber a informação de que faltavam US$ 12 mil de dois quartos do hotel da delegação na Cidade do Cabo, horas antes do jogo entre Uruguai e França, as autoridades checaram as imagens de segurança do local. "Há uma alta possibilidade de que um membro da delegação uruguaia esteja envolvido", afirmou Engelbrecht.

Ele disse que quando os membros da delegação uruguaia viram as imagens, decidiram não abrir um processo. Sebastian Bauzá, presidente da Associação Uruguaia de Futebol, negou que um membro da delegação esteja envolvido e explicou que a decisão de não abrir um processo é que esta tomaria muito tempo e os distrairia no Mundial.

Engelbrecht disse que a polícia não pode realizar a investigação se não houver uma solicitação dos uruguaios. "Agora nunca saberemos [o que aconteceu]", disse, lembrando que é o segundo caso deste tipo na Copa do Mundo. Três jogadores gregos tiveram dinheiro roubado na terça-feira em um hotel perto de Durban, mas a equipe disse a polícia que não queria abrir uma investigação.