Derrotado, há dois anos, na campanha pela Prefeitura de São Paulo, quando não conseguiu chegar ao segundo turno, o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que sua candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, oficializada neste domingo durante convenção do partido, é uma oportunidade de “reencontrar” sua história e continuar seu trabalho à frente do Estado, governado por tucanos desde 1994.
“Hoje eu reencontro minha história, meu destino de servir o povo de São Paulo, o desafio de continuar um trabalho bonito do PSDB, em quase 16 anos de empenho no avanço de São Paulo". Ao lado do candidato a vice, Guilherme Afif Domingos, ele declarou: "Olha, Afif, tenho certeza que, juntos, chegaremos lá".
Neste ano, o principal adversário do tucano será o senador petista Aloizio Mercadante (SP), derrotado por José Serra (PSDB) na campanha de 2006, quando tentou pela primeira vez se eleger governador por São Paulo. Em seu discurso, Alckmin afirmou que a campanha será a oportunidade para que o eleitor paulista eleja senadores que defendam o Estado.
"Esta eleição é também para eleger senadores que efetivamente defendam o estado. Senadores que atuem a favor dele, que lutem pelos recursos e investimentos que São Paulo precisa. Senadores que sejam de todos os paulistas e não apenas de uma sigla de interesses pequenos."
Em outra crítica indireta aos petistas, disse que os adversários “preferem fazer intriga, desrespeitar a lei, antecipar a campanha, zombar da Justiça e das instituições”. E completou: “Mas nós temos pouco tempo para bate-boca, para responder a ódios e ofensas, para nos preocuparmos com inferências tolas e chavões marqueteiros".
Em discursos recentes, Mercadante subiu o tom contra o candidato tucano, criticou a situação das escolas e da Segurança Pública no Estado e desafiou Alckmin para o debate.