Os servidores, em greve, da Câmara de Maceió voltaram a fechar o prédio-sede do Legislativo municipal, nesta quinta-feira (10). A abertura do prédio e a ausência de vigília – nesta quarta-feira - foi uma concessão, a pedido dos advogados. Caso esta trégua não fosse selada, a Justiça poderia alegar abandono de emprego e a negociação o amparo legal.

“Existe toda uma preocupação, do Movimento, com o amparo legal do pleito. Não queremos infringir nenhum ponto nesta negociação”, destacou o diretor financeiro do Sindicato, Ivan Aguiar. No entanto, a categoria ainda cobra mais pulso da Mesa Diretora, principalmente do presidente da Casa, Dudu Holanda (PMN).

De acordo com Aguiar, o vereador está omisso diante do assunto. O sindicalista diz que ele está em posse de um parecer favorável do Tribunal de Contas do Estado. “Só posso acreditar que seja omissão da parte dele. Não dá para entender de outra forma. O incremento é viável, só não é feito porque não quer ou má vontade”, concluiu o diretor.

A categoria reivindica o Plano de Cargos e Carreiras (PCC) e o incremento salarial de 20% no duodécimo da categoria. Esta negociação com o município existe desde 2009, mas, vem sendo adiado a pedido da Câmara.

Destituição de Holanda

Ivan Aguiar confessou que existe sim um movimento para destituir o presidente. “Essa informação já foi ventilada para nós do sindicato”, assegurou.

Agora, a posição dos servidores é neutra. A única questão que deixaram claro é a insatisfação com Holanda, “já que ao mesmo falta iniciativa para resolver esse impasse” alfinetou Ivan.