A reconstituição do assassinato do delegado Clayton Leão, morto no dia 26 de maio enquanto dava uma entrevista a uma rádio local por telefone, comprovou que ele não teve tempo para se defender após a abordagem dos três suspeitos e que o incidente não se trata de um crime de execução.

A perícia, coordenada pelo perito José Carlos Montenegro, refez o momento em que os três suspeitos abordam o delegado que estava dentro do carro com a mulher. Os assaltantes relataram que não sabiam que a vítima se tratava de um delegado. O responsável pelos disparos contou novamente à polícia só atirou depois de perceber que Leão estava uma arma no meio dos pernas.

A mulher do delegado participou da reconstituição do crime e confirmou mais uma vez a versão de que o marido não teve tempo para se defender. Segundo a perícia, a posição em que o corpo do delegado estava é mais uma prova de que o Leão foi asssassinado sem conseguir pegar a arma para se proteger.

Os policiais ainda percorreram o trajeto até o local onde os suspeitos queimaram o táxi que haviam roubado momentos antes do assassinarem o delegado.

Para Montenegro, não há dúvidas da autoria do crime. Com o inquérito, a polícia deve encaminhar a denúncia ao Ministério Público, que deve acusar os suspeitos de homicídio triplamente qualificado, roubo e formação de quadrilha.