É cercada de expectativa a vinda nesta quarta-feira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para Alagoas , oficialmente ele vem para assinar a ordem de serviço de seis trechos da BR 101, em São Miguel dos Campos, na parte da tarde e para a abertura da ENIC (Encontro Nacional da Indústria da Construção), durante a noite.
A dúvida é saber como Lula se portará em um Estado que tem hoje, dois palanques de apoio a sua candidata, a ex-ministra Dilma Roussef.
De um lado Ronaldo Lessa que saiu de uma reunião em Brasília anunciando que ele era o candidato de Lula. Do outro Fernando Collor de Melo afirmando que o presidente estará ao seu lado em sua caminhada para o governo.
A simbologia de tudo que for feito por Lula durante sua estada em Alagoas será fundamental para os próximos passos da confusa corrida para o Palácio República dos Palmares que coloca frente a frente três nomes que juntos governaram o Estado por 16 anos.
Uma nota na revista Veja deste fim de semana falava de uma operação desencadeada pelo Palácio do Planalto com a ajuda do ministro de articulação política, Alexandre Padilha, na tentativa de arrefecer a candidatura de Collor, mas não existe nenhuma outra informação que ateste este tipo de ação.
A imprensa nacional estava pronta para tirar as fotos que indicavam o apoio de Collor a Dilma, mas a pré-candidata se adiantou e não vem ao Estado.
Por outro lado, se Lula decidir dividir suas atenções aos dois candidatos, o que aconteceu por exemplo na Bahia, quem perde mais é Lessa, que montou seu projeto como uma Frente pró-Dilma.
“Tudo pode acontecer, até mesmo nada.” Foi com esta frase que um alto dirigente do PT classificou a visita de Lula. É esperar para ver!
