O anúncio de que o ex-secretário de Cultura de Maceió, Eduardo Bomfim (PC do B) será o candidato ao Senado pelo chapão, junto com Renan Calheiros assinalou um novo contexto na política alagoana. Isso porque o ex-superintendente da Polícia Federal, José Pinto de Luna (PT) acabou ficando fora da disputa, mas recebeu do partido o convite para tentar uma vaga na Câmara Federal.


Bomfim contou com o apoio dos demais partidos que compõem o chapão e até Ronaldo Lessa (PDT), pré-candidato ao governo do Estado, chegou a dizer que não queria Luna como seu vice, ressaltando que por não ser do Estado o ex-superintendente não conhecia a militância local. Eduardo Bomfim agradeceu lembrou que essa pré-seleção é normal.


“Agradeço ao PT pelo apoio para que eu fosse o candidato do chapão. Em relação ao Pinto de Luna acho legitima a postulação dele, mas vivemos em uma democracia e eu tenho um histórico na política de Alagoas. Já fui quatro vezes deputado estadual e cheguei a ser deputado federal. Também fui secretário de Estado, ex-ministro e combati as injustiças da ditadura. Mesmo com todas essas definições haverá uma convenção no próximo dia 27”, ressaltou.


Segundo Bomfim, o ideal seria que houvesse apenas um candidato em Alagoas apoiando o PT na disputa pela Presidência da República. Para ele, Collor deveria ter se mantido no chapão, mas como isso não aconteceu, a intenção do senador concorrer ao governo do Estado seria encarada como legítima.


“Como não vai haver um só palanque no Estado apoiando o PT a presidência não podemos fazer pré-julgamentos. O apoio a Ronaldo Lessa está garantido e é natural que o governado Teotônio Vilela encabece a campanha de José Serra, que também é do PSDB. São dois projetos diferentes. Já para a Assembléia o candidato do PCdoB será o Edvaldo Nascimento, de Delmiro Gouveia. Para a Câmara Federal o nome cotado é o de Cláudia Petuba, que faz parte da UNE”, afirmou.