O esquema de segurança da 14ª edição da Parada do Orgulho GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros) em São Paulo, que ocorre no domingo (6), terá policiamento reforçado, delegacias móveis e até câmeras de alta resolução.
As polícias Militar e Civil destacaram 1.400 policiais para cuidar da segurança do evento. A Guarda Civil Metropolitana disponibilizará outros 700 agentes.
A marcha, que reúne trios elétricos e um público estimado de três milhões de pessoas, deve começar às 12h e terminar depois das 20h. Ela parte da avenida Paulista, passa pela rua da Consolação e se encerra na praça Roosevelt, na região central.
No percurso, serão instaladas bases móveis das delegacias de atendimento ao turista (Deatur) e de crimes raciais e de intolerância (Decradi).
De acordo com o delegado Ricardo Domingues, da Deatur, serão atendidas ocorrências ligadas ao turista. Porém, qualquer ocorrência ligada à intolerância irá à Decradi, mesmo que a vítima seja um turista.
PMs bilíngues também poderão ajudar os turistas. Eles estarão identificados com as bandeiras dos países cujos idiomas dominam: inglês, espanhol, italiano, alemão, francês e japonês.
Nesta edição, a PM vai usar um helicóptero Águia equipado com o recurso Dawn Link, conhecido como Olho de Águia --uma câmera de alta resolução que grava e transmite imagens para postos de comando.
Além do helicóptero, dois policiais em moto e outros dois a pé farão gravações. Todos os vídeos serão transmitidos ao comando, para facilitar a identificação de distúrbios.
Haverá cerca de 900 banheiros químicos, 70 deles adaptados para deficientes físicos.
A presença de vendedores ambulantes de bebida e comida está proibida em todo o percurso.
A parada gay de São Paulo é considerada a maior do mundo.
O evento é realizado pela Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, uma organização fundada em 1999.