O processo que resultou na cassação do vereador Dino Júnior (PC do B) foi entregue, na manhã de ontem (02), ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pelo juiz Hélder Loureiro. A entrega do parecer do magistrado acontece em meio à polêmica sobre as declarações do suplente Paulo André Gomes Barreto, que garantiu que testemunhas receberam dinheiro para testemunhar contra Dino, indiciado pela Polícia Federal por compra de votos.
"As denúncias feitas pelo senhor Paulo Barreto serão apuradas pelo TRE, até porque elas foram feitas depois da minha decisão", disse Loureiro, que há cerca de 15 dias enviou cópias da denúncia de Barreto ao Ministério Público Eleitoral e à Polícia Federal.
"Independente do que houve, a verdade sempre prevalecerá. Se for comprovado o que o Paulo Barreto está dizendo, mesmo assim, isso não é suficente para que Dino Júnior volte à Câmara, já que há outras provas de compra de voto e abuso do poder econômico", colocou o magistrado.
Barreto afirmou que teria feito um acordo com Marcelo Malta, que assumiu a vaga de Dino, em troca de um emprego com um salário de R$ 3 mil. Barreto disse que entraria com a ação pedindo a cassação de Dino e, quando Malta fosse empossado, teria o emprego garantido. As denúncias foram desmentidas por Malta, que tratou o caso como "provocação política".
