Terminou por volta de 3h15 desta quarta-feira (2) o drama de mãe e filha mantidas reféns pelo ex-marido armado em São Paulo. O comerciante de 38 anos libertou a ex-mulher e a adolescente de 15 anos, e depois se entregou. Foram quase sete horas de tensão dentro de uma casa na Zona Norte de São Paulo e mais de seis horas de negociações com especialistas.

A filha foi libertada primeiro e a mãe, ferida numa das mãos, libertada alguns minutos depois. Ao se entregar, o homem foi encaminhado ao 72º DP, enquanto a mulher foi transferida para um hospital da região.

O drama começou por volta de 20h30 desta terça (1º). O comerciante armado com um revólver entrou na casa da família, na Rua Dona Rosa Iório, na Freguesia do Ó. Ele fez reféns a ex-mulher, a filha e também o namorado da adolescente.

A Polícia Militar foi acionada. Uma hora depois, a rua foi fechada por quatro equipes. Um negociador do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) passou a negociar a liberação das reféns a partir do portão da casa. Equipes de resgate do Corpo de Bombeiros também se deslocaram para a região.

O namorado da adolescente deixou a casa no ínício da madrugada, mas não deu entrevista.

Motivo: separação
Um homem que se apresentou como primo e advogado do comerciante disse à imprensa e à polícia que o caso começou porque o comerciante não aceitava uma separação que já duraria um ano.

A versão foi confirmada pelo Gate, que informou ainda que o homem chegou a disparar dois tiros assim que a polícia montou sua operação: um na direção dos policiais que cercavam o imóvel – sem atingir ninguém – e outro na ex-mulher, que acabou ferida numa das mãos.

Segundo o major Wagner Soares, do Gate, o comerciante fez duas exigências curiosas durante as negociações, ambas não atendidas: pediu bebida alcoólica e um carro para fugir.

De acordo com Soares, o homem estava embriagado quando fez as duas reféns. A negociação, emperrada no início, evoluiu depois que o comerciante foi ficando sóbrio.