A juiza Inês Maria de Albuquerque, da Vara do Júri de Jaboatão dos Guararapes, anunciou oficialmente o decreto de prisão preventiva do comerciante José Ramos Lopes Neto, que confessou ter assassinado a ex-mulher, Maristela Ferreira Just, e ferir os dois filhos e o cunhado, há 21 anos. A decisão foi confirmada na manhã desta terça-feira, ao início julgamento do caso. O decreto, expedido no dia 19 de maio, atendeu ao pedido do Ministério Público de Pernambuco, que identificou que, por não ser encontrado para receber a intimação, o acusado poderia fugir do país.

As buscas estão sendo feitas na casa do réu e também na residência do pai dele, ambas no bairro do Espinheiro. Acompanhe as informações do caso pelo twitter JC_Urgente (www.twitter.com.br/JC_Urgente).

ENTENDA O CASO

No dia 4 de abril de 1989, a universitária Maristela Just, na época com 25 anos, foi assassinada com três tiros pelo ex-marido, o comerciante José Ramos Lopes Neto. Depois de atirar contra a jovem, os dois filhos e o cunhado, ele foi preso em flagrante. No entanto, ficou atrás das grades por apenas um ano, beneficiado por habeas corpus. Os filhos de José Ramos, Zaldo Neto, na época com 2 anos, atingido por um tiro na cabeça, e Nathália, que tinha 4 e foi ferida no ombro, vão testemunhar contra o pai.