A Justiça Eleitoral apura, a partir desta terça-feira, a denúncia levada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (Comitê 9840) contra o pré-candidato ao Governo de Alagoas, Fernando Collor (PTB). De acordo com o coordenador-geral do Movimento, Antônio Fernando da Silva, o senador deve responder por propaganda antecipada e abuso do poder econômico.
Desde a última sexta-feira (28), Collor vem percorrendo o estado. A princípio, para inaugurar obras: “como se fosse o governador do Estado”, disparou Antônio Fernando. Nesta segunda-feira (31), ele esteve em Coruripe – reduto de sua base aliada. No encontro com lideranças locais, o senador inaugurou 170 casas, discursou e fez questão de reiterar que não abre mão do deputado federal Joaquim Beltrão (PMDB), como seu vice.
"Além disso, o senador tem usado suas empresas de comunicação e a rádio do empresário João Lyra, que é seu correligionário, para fazer campanha de forma deslavada, quando a legislação eleitoral só permite a campanha eleitoral após as convenções partidárias, a partir do mês de junho", afirmou o coordenador do Comitê 9840. "Eu solicitei providências às autoridades, para evitar que as eleições em Alagoas se transformem numa esculhambação, em caso de polícia", acrescentou ele, que é conhecido como "Fernando CPI".
Coruripe
A solenidade de inauguração das casas foi transmitida ao vivo pelo Programa Cidadania, da Rádio Jornal, que pertence ao usineiro e ex-deputado federal João Lyra (PTB). Em seu discurso, Collor disse que faz questão de ter o deputado Joaquim Beltrão como seu candidato a vice-governador, embora o parlamentar seja do PMDB, que apoia a pré-candidatura do ex-governador Ronaldo Lessa ao governo do Estado, pelo PDT.
Em Alagoas, Dilma, a pré-candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve ter dois palanques, um montado por Collor e outro pela coligação encabeçada por Lessa, que tem o apoio do PT e do PMDB do senador Renan Calheiros, que tentará a reeleição.
