O presidente do Egito, Hosni Mubarak, ordenou nesta terça-feira (1º) a abertura do terminal de Rafah, na fronteira com a faixa de Gaza, única passagem do exterior para o território palestino não controlada por Israel.

De acordo com a agência Mena, a medida tem objetivo de permitir o envio de ajuda humanitária e a transferência de doentes na área.

A ordem de Mubarak acontece após a ação de militares de Israel contra uma frota de ajuda que tentava furar o bloqueio à faixa Gaza. A operação militar desta segunda-feira (31) deixou ao menos nove mortos, de acordo com as Forças Armadas israelenses.

Nesta terça-feira, o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) condenou a ação militar e pediu uma investigação rápida dos fatos, mas evitou criticar diretamente o governo de Israel.

Pouco depois, o governo israelense disse que a condenação da ONU era "hipócrita" e que o Conselho de Segurança sequer teve tempo para analisar corretamente os fatos.

Também nesta terça-feira, o vice-ministro da Defesa de Israel, Matan Vilnaï, disse que nenhum tipo de embarcação será autorizada a entrar na área marítima da faixa de Gaza.

- Não permitiremos que os barcos cheguem a Gaza para abastecer o que se transformou em uma base terrorista que ameaça o coração de Israel.


A declaração de Vilnaï foi uma resposta ao anúncio da Frota da Liberdade, atacada nesta segunda-feira em águas internacionais, que anunciou o envio de dois novos barcos com ajuda humanitária à região.

Os coordenadores da organização disseram que as embarcações já estão a caminho de Gaza, mas que a nova tentativa de furar o bloqueio não deve acontecer durante os próximos dias.