O pré-candidato ao Governo de Alagoas, Fernando Collor (PTB), garantiu que não abre mão de ter Joaquim Beltrão (PMDB) ao seu lado, para administrar o Estado.

O Senador fundamentou sua decisão no laço que existe pela família Beltrão e que se estreitou, ainda mais, com o Deputado Federal, já em Brasília. “Como muito bem relembrou o João [Beltrão], eu vi a sua potencialidade como político. Ele estava muito à frente da gente, na época, tinha uma visão grandiosa como administrador”, assegurou.

Collor diz que não se enganou. Mas se surpreendeu, não só com o próprio João, mas, com toda a família. “O próprio Joaquim, quando foi prefeito de Coruripe, deu continuidade ao trabalho de seu irmão e, agora, estamos coroando o trabalho desta geração: com o prefeito Marx”, sustentou o senador.

Palanque

Fernando Collor foi extremamente pontual quanto ao seu apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT), à presidência da República. No evento, ele deixou claro que estava ali como Senador, convidado de Joaquim, para entregar casas graças a recursos federais.

“Isso não foi possível apenas pelo trabalho de Joaquim ou de Collor, que lutaram por esses recursos, mas, principalmente, da querência do presidente Lula e da ministra Dilma Rousseff ao povo mais carente de Alagoas e do Nordeste”, saiu em defesa o pré-candidato ao Governo do Estado.

O discurso de apoio aos petistas ganhou ainda mais forma quando o ex-presidente falou sobre o estaleiro, que deve ser construído na cidade. “O projeto estava engavetado. Sofria com o parecer inconsequente de um técnico federal que nunca pisou no estado”, argumentou o Senador.

Ele reivindicou o ‘parto’ do projeto graças ao seu canal aberto com os líderes do Planalto. “Eu mesmo tive uma conversa franca com a Dilma. Expliquei para ela que já estive do outro lado do balcão e sabia da importância deste projeto não só para o povo de Coruripe, mas, para Alagoas como um todo”, concluiu o assunto.