A marcha da maconha, marcada as 14h deste domingo, reunia, por volta das 14h10, cerca de 50 pessoas na marquise do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, de acordo com a Polícia Militar.

Segundo o organizador do evento, Julio Delmanto, a expectativa é de que 200 pessoas compareçam para integrar a "luta pela legalização da maconha".

Em 2008 e 2009, a marcha foi vetada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. De acordo com Delmanto, na sexta-feira a noite, a organização da marcha recebeu um comunicado do TJ-SP proibindo que o evento fosse realizado por fazer "apologia ao crime".

Preparados devido aos cancelamentos anteriores, Delmanto afirmou que a equipe, na sexta-feira mesmo, entrou com um pedido de habeas corpus, alegando que a proibição do evento iria contra a Constituição em relação ao direito de liberdade e expressão.

Neste ano, a marcha da maconha já aconteceu em Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte.

"O objetivo do grupo é obter a legalização do uso, plantio e comercialização. E a ideia é no futuro fazer o mesmo com as outras drogas", disse o organizador.

Marcha ainda pode ser vetada
Por volta das 14h20, a força tática da Polícia Militar chegou à marquise, e disse um mandado para vetar a marcha. De acordo com o tenente Marinho, da PM, "todo mundo que estiver com cartaz será levado para o DP, por apologia ao uso de drogas".

A marcha defendida por nomes como o ministro da cultura, Juca Ferreira, o cantor Marcelo Yuka, a juíza de direito aposentada Maria Lucia Karan e a ex sub prefeita da Lapa, Soninha, poderá ser vetada pelo terceiro ano consecutivo.